Ex-procurador-geral Deltan Dallagnol, solta nota no caso triplex do Lula.



O ex-procurador Deltan Dallagnol, solta nota e criticas para o ex-presidente Lula!


NOTA DE ESCLARECIMENTO - 07 de dezembro de 2021
"Diante da absurda e fantasiosa alegação da defesa do ex-presidente Lula de que o caso do triplex do Guarujá teria sido um suposto conluio do ex-procurador Deltan Dallagnol e do ex-juiz Sérgio Moro para condená-lo, cumpre restabelecer a verdade: o ex-presidente foi acusado nesse caso por crimes gravíssimos de corrupção e lavagem de dinheiro por mais de 15 procuradores e foi condenado por 8 julgadores independentes de três instâncias do Poder Judiciário, inclusive por magistrados indicados por ele próprio durante seu governo, o que torna a alegação de perseguição uma teoria conspiratória sem qualquer base na realidade.
A força-tarefa da operação Lava Jato, responsável por acusar o ex-presidente, era formada por 15 a 20 procuradores do Ministério Público Federal independente de todo o país, de notável experiência e reconhecido profissionalismo, sem qualquer vínculo partidário em seu passado, cujo trabalho diligente e cuidadoso revelou o maior esquema de corrupção político-partidária e de desvio de dinheiro público da história do Brasil durante os governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff. Mais de 15 bilhões de reais vêm sendo devolvidos aos cofres públicos por criminosos que confessaram seus crimes.
Os bilhões desviados não foram devolvidos por caridade, eles foram roubados do povo brasileiro por criminosos que se disfarçaram de políticos e empresários que devem ser responsabilizados por seus crimes. Assim, o que ocorreu neste e nos demais processos criminais foi a aplicação da lei aos fatos diante de amplas provas de uma corrupção sistêmica que retira recursos da educação, da saúde, da segurança e do desenvolvimento econômico e social, prejudicando todos os brasileiros.
Por fim, cabe esclarecer que o pedido de arquivamento por prescrição dos crimes pelos quais o ex-presidente Lula era investigado, assim como foi acusado e condenado antes da anulação do caso, conforme noticiado hoje, não tem como fundamento um suposto conluio que jamais foi reconhecido por qualquer tribunal do país, mas sim a prescrição dos crimes em razão da demora da Justiça e da idade do ex-presidente, que tem 76 anos.
A prescrição é uma consequência da demora da Justiça e impede que crimes sejam investigados e punidos depois da passagem de certo tempo. Brechas nas leis e a demora da Justiça, contra o que sempre lutamos, garantem a impunidade de muitos poderosos acusados por corrupção no Brasil. Este e outros casos mostram a importância de nos unirmos para acabar com a impunidade daqueles contra quem pesam fortes provas de corrupção. A impunidade sistêmica dos colarinhos brancos impede que o mérito dos casos seja julgado, faz o crime compensar e dissemina a corrupção no país." 
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